ROQUE

07 de abril de 2018

Até o início dos anos 2.000 o povo brasileiro era tido como o mais alegre do mundo, mas de lá pra cá fomos divididos em dezenas de subgrupos e quiseram nos fazer acreditar q o branco era racista, o hétero era homofóbico e o rico não queria que o pobre "andasse de avião". 

Por mais que em certos momentos tenham tido méritos em alguns aspectos, paralelamente o PT governou jogando uns contra os outros. 

Lula colocava a culpa de tudo que dava errado na "zelite", mantinha as portas abertas para a CUT e o MST, muitas vezes passava pro povo a impressão de que empresários eram bandidos e chamava agricultores de caloteiros. Obviamente passou a não ser visto com bons olhos por boa parte da população...

Entre um escândalo e outro, quando começou a se ver acuado, chegou ao cúmulo de falar em derramamento de sangue e disse em alto e bom tom que convocaria o exército do Stedile. Seguiu mentindo para os que ainda acreditavam nele que a culpa de todas as nossas mazelas era dos que não acreditavam, inflando cada vez mais a outra parte do povo.

Pra terminar, na data que deveria se apresentar à PF, onde estava Lula? Ah sim, fazendo churrasco em um sindicato cercado por centenas de seguidores fanáticos, que provem o que provarem contra Lulas, Dilmas, Zés Dirceus e Genoínos, permanecem ao lado do partido que seguem, permitindo que os interesses deste fiquem acima dos interesses da própria nação.

Se estivéssemos falando de xadrez ele fez um Roque, movimento que coloca a torre entre a ameaça e o Rei, mesmo que no caso do tabuleiro dele as torres sejam os peões, e a "ameaça" a justiça. A única leitura que se pode fazer disso é que Lula quer ver o circo pegar fogo...

A pior herança que o PT nos deixa é essa, a triste realidade de vivermos em um país dividido, onde semearam raiva e discórdia, assassinaram o respeito e colocaram pra circular milhões e milhões de pessoas com sangue nos olhos, uns com raiva dos outros, por causa de pessoas que se quer realmente estão preocupadas conosco.

Nas discussões já não importa quem está certo ou errado, a razão foi deixada de lado. Entenda ou não o que está acontecendo, você já não fala mais nas pedaladas dos Robinhos, mas sim das fiscais, viramos 200 milhões de pseudos cientistas políticos, todos se achando um mais inteligente que o outro, porque o outro não enxerga que na verdade bla-bla-bla-bla-blá (e lá vem outra teoria da conspiração)...

Se eu pudesse fazer um só pedido em relação ao Brasil, pediria q voltasse a ser aquele país lá de trás, onde o povo era visto no planeta inteiro, simplesmente, como o mais alegre do mundo...

A LENDA DO EDIFÍCIO TORTO

10 de março de 2018

Sábado de Sol em Balneário Camboriú. Dia perfeito para aquela caminhada pela orla, a Avenida Atlântica linda e plena repousando à margem do Oceano Atlântico. De repente um senhorzinho observando um conhecido empreendimento da cidade, de uma das mais bem conceituadas construtoras da região, comenta que o prédio está inclinado. Bota em dúvida a qualidade de uma obra de milhões de reais, com unidades à venda na casa dos R$10.000.000,00. É possível isso? Tudo bem, até poderia ser, mas cá entre nós, o edifício não está “torto”, nem tem problema estrutural nenhum. A questão é que mexeram com o imaginário popular, despertaram um assunto que em outras ocasiões já esteve em pauta nas rodas de conversa com diferentes empreendimentos, cada um na sua época, sem jamais algum ter ido ao chão. Agora a bola da vez desse tipo de comentário é esse edifício.

Sabe o que lembra isso? Lendas urbanas. Aquelas histórias sinistras espalhadas pelas pessoas com ar de folclore. E na terra dos maiores arranha-céus da América do Sul, a lenda urbana preferida é a do edifício torto! Volta e meia ela aparece. Outro dia circulou tanto via WhattsApp imagens da água da piscina de um apartamento transbordando durante uma  tempestade que o assunto foi parar no Fantástico, o clássico programa de TV preferido dos brasileiros nas noites de domingo há mais de 40 anos.  Mesmo que engenheiros tenham dado explicações técnicas convincentes, que a reportagem tenha apresentado argumentos para tirar da cabeça de todos a idéia de que poderia haver problemas estruturais na edificação, alimentaram a lenda em rede nacional. E o povo adora uma lenda...

Pois bem, façamos um teste imaginário simples pra desmistificar isso, especificamente nesse caso. Guardadas as proporções a mecânica é mesma: se você encher um copo plástico com água e ficar dando pequenos petelecos nele continuamente, sempre com a mesma força, em um intervalo um pouco mais rápido que o compasso do seu coração, o que vai acontecer? Vai demorar, mas vai chegar em um ponto que a água vai transbordar. Você não aumentou a força que está usando sobre o copo, ele não balançou mais do que no primeiro peteleco, mas a água sim.  É assim que ocorre lá também. Além da oscilação normal do prédio, prevista na a obra, a água começa a usar a força gerada por ela mesma e passa se agitar cada vez mais, até que transborda. Quem já levou uma criança brincar em um parque sabe bem como é isso. Se cada vez que você empurrar um balanço usar exatamente a mesma força que usou quando o balanço estava inerte, o balanço vai subir cada vez mais alto! É mais ou menos o que acontece com a água lá.

Então, meus amigos, podem encerrar logo a discussão a próxima vez que estiverem na calçada, na beira da praia ou na mesa de um bar e alguém falar sobre o Millenium. Por mais que no vídeo que correu o Brasil a moradora tenha dito que é assustador ver a água da piscina agitada daquela forma durante uma tempestade, ele cair ou simplesmente estar “torto”, é quase tão provável quanto você encontrar o Saci Pererê tomando uma água de côco, ali naquele quiosque em frente ao prédio. É pura lenda. 

SANTA RITA NEWS

10 de março de 2018

A partir de hoje, Cácio Raphael passa a assinar essa coluna, trazendo fatos e curiosidades de assuntos variados, mas principalmente do ramo imobiliário. Seja referente a lançamentos do mercado de Balneário Camboriú e região ou baseado em notícias de enfoque nacional, internacional, tendências ou simplesmente do nosso cotidiano com uma pitada de humor, tornando a leitura fácil e agradável. Com vocês, Cácio Raphael! Esperamos que goste.